NMF

Não sou nenhum modelo para me exibires as tuas amigas, eu sou meiguinho e fofinho, tenho a minha barriga que te dá conforto, tenho sempre um truque para te deixar o mais belo sorriso nos lábios, sou preguiçoso, é um facto, odeio o ginásio, prefiro ficar na cama contigo enrolado a fazer-te a mulher mais feliz do mundo, e acredita que fazemos muito exercício…

Sou como sou, uma imperfeição que encaixa na tua imperfeição de uma forma perfeita, os meus defeitos encaixam perfeitamente nas tuas virtudes, eu adoro cozinhar e tu detestas a cozinha, e por pior que eu cozinhe, estas sempre ali para me ajudar, estas ali com aquela garrafa que escolheste com o teu bom gosto, que abriste com o teu jeito, que serviste nos copos e me deste em mão a troco de um beijo enquanto me perco entre tachos e panelas…

Gostamos de coisas tão diferentes e no entanto somos tão iguais, das danças que dançamos ali perto do carro no meio da rua enquanto chove, como duas pessoas que eram tão diferentes podem ambas amar tanto dançar enquanto chove, só os loucos o fazem e eu sou tão louco por ti, como tu és louca por mim…

Eu sou o caos da casa, tudo espalhado e desarrumado, tu fã da arrumação, da limpeza, e eu ali com a mão no aspirador para te ajudar a arrumar, de limpeza em limpeza, de arrumação em arrumação, por vezes no meio de tanta arrumação, trocamos beijos sem vinho, por vezes trocamos o aspirador por uma sessão de exercício na cozinha ainda por arrumar, se tudo começa por um beijo, um abraço, um afago, uma caricia, outro beijo, e as coisas que um aspirado não consegue de forma alguma roubar, e as roupas que se espalham novamente, a cama arrumada que se desarruma, o calor, a vontade, tudo se consome como se liga…

Somos como somos, tantos defeitos ou virtudes, palavras tímidas roubadas num beijo, sentimentos trancados num abraço, arrumações numa casa, cozinhar um amor, é isso que é a vida, é para isso que nascemos…

Veste a lingerie que seja tão bonita quanto Tu Veste o vestido que jamais será tão belo quanto Tu Calça os stilletos que te deixam tão alta quanto eu Está noite servirei o jantar Serei o teu Anfitrião na festa que Te vou celebrar Serei o teu Cozinheiro com as mais belas iguarias que possas provar Serei o teu Sommelier e provarás o mais belo dos vinhos Serei o teu Doceiro e o teu palato provara o mais requintado dos doces Serei o Barman e servirei o mais delicado cocktail Serei o teu Poeta com o mais belo dos poemas Serei a tua melhor companhia Como Amante irei sem dúvida ser a tua sobremesa E sobre a mesa já despida do jantar Irei saborear o teu corpo com o mais refinado caviar Irei degustar o mais fogoso vinho jamais servido Beijos irei servir a gosto de cada desejo Caricias irei cobrar a cada vontade que lhe apetecer Por fim naquela mesa despida Teu corpo despido irei tombar Irei provar tudo o que me for permitido Será prazer ou tesão Orgasmos serão com certeza

Estou de alma inquieta, sinto-me um drogado a precisar de uma dose de droga, estou ressacado, esta ressaca que me desperta para este mundo, onde tu não estás, ainda há breve minutos saíste de ao pé de mim, onde me deixaste tombado depois de me castigares o corpo com orgasmos atrás de orgasmo, numa luta sem igual…

Fecho os olhos para evitar esta ressaca…

Ontem vieste ter comigo, precisavas de falar algo, pessoalmente, combinei como habitual o café da praxe, mas na minha casa, não estava com vontade de ouvir pessoas a falar alto, crianças em birra, gosto de paz, vieste ao meu encontro, trazias uma camisa branca com as pontas amarradas num nó, dava para perceber bem o soutien de desporto que trazias por baixo, umas calças bastante justas que formavam as curvas do teu corpo, sinceramente, aquelas roupas que usas no trabalho, nunca deram azo a que imaginasse outra coisa de ti que uma mulher dedicada ao seu trabalho incapaz de partir um prato.

Recebi-te em casa, trazia uns calções e uma camisola velha toda esfarrapada, gosto de roupas largas e bastante coçadas, gosto de andar há vontade, e nem precisava de me arranjar, era apenas um café, e provavelmente algo relacionado com trabalho, não existia outras conversas entre nós a não ser trabalho.

Durante o café perguntei qual o assunto que te trazia, e quase de uma forma provocativa me acusaste de ter assediado com os olhos no dia que tinhas levado um vestido com decotes generosos, como se pode assediar alguém com o olhar, fizeste questão de me explicar como, olhando com desdém para o meu sexo ainda coberto pelos meus calções, ao que retribui olhando de cima para o peito tapado pelo soutien desportivo, e como quem não quer a coisa mandei para o ar, o facto do soutien não me permitir qualquer assédio, ao que retorquiste que o mesmo poderia sair, e nesse momento, tiraste o chão dos meus pés, na minha própria casa, senti-me apanhado por um enorme martelo, passados segundo de pensar no assunto retorqui para o mesmo desaparece, “bluff” pega sempre bem, mas o pedido para ir ao quarto de banho, deixou-me em pulgas, e quando saíste do mesmo, a camisa ainda vinha amarrada, mas o soutien desaparecera, e mais uma vez o chão voltou a desaparecer, e eu fiquei sem armas para assediar, nunca a tinha olhado numa forma de assedio, olhei sim, como qualquer homem que olha para uma mulher, não me babei sequer, talvez um pouco.

Depois de sentares no sofá, disseste novamente para te assediar, mas de uma forma mais convincente, eu retorqui uma barbaridade qualquer pois era tudo demasiado para mim, e não te fizeste rogada e tu assediaste-me quando a tua mão roçou o meu sexo, assumo, estava completamente doido, algo impossível de acontecer, estava a acontecer bem na minha frente, a mão que tocou nos meus calções, tocou de raspão no meu sexo duro, e nova acusação de assedio, estava excitado por estar ao lado dela, que já não podia responder por ela, os atos, os meus atos diziam tudo, pelo que decidi acabar com a palhaçada, segurei ela com firmeza nos braços e preguei-lhe um beijo daqueles de faltar o ar, e assim que ela se livra dos meus lábios, note-se, não resistiu ao beijo, acusa-me de assedio sexual, na forma tentada, e a minha resposta foi que não existia cá tentativas, iria haver sim, consumação imediata.

Vieste para o meu colo durante os beijos ardentes que se seguiram, as respirações lentamente ficaram ao rubro, o teu corpo a roçar-se no meu sexo cada vez mais duro, quando segurei as ancas com as mãos, deslizei no caminho do teu sexo, estava completamente encharcado, e quente como eu sei lá, fervias.

Dos beijos que tinha de tudo, as línguas inquietas, as pequenas dentadinhas atrevidas, e as roupas que começaram a tombar no chão a um ritmo vertiginoso, os afagos e as caricias, umas decentes, outras nem por isso, a divisão parecia um forno onde uma batalha se travava sem rendições, os beijos que eram beijos, as caricias com a língua nos mamilos já de si arrebitados, excitados com a tesão, e ao afagos entre as pernas, procurando acariciar o clitóris para provocar aqueles longos gemidos quentes e húmidos, tudo valia naquela batalha, até mesmo quanto enfiaste a mão dentro dos meus calções e seguraste o meu sexo pela base e puxaste propositadamente para me parares.

Já não existia qualquer controlo, nada estava controlado, antes pelo contrario, as calças rapidamente esvoaçaram, e voltaste a sentar em mim, confiante do teu desejo procurei o nosso encaixe, sentir o teu calor no meu corpo, sentir a excitação louca, e tu sempre a fugir, fazias aquela dança do teu sexo a roçar no meu, a deixar-me completamente do mais doido que pode haver, e ainda assim tiveste o descaramento de me agarrar no sexo e roçares-me no teu clitóris, qual eu fosse um vibrador, mas a minha excitação já estava completamente descontrolada e deixei-te comandar.

Por fim, os nossos corpos atracaram-se, o encaixe foi profundo, violento, explosivo, e o teu comando foi lento, nem mesmo quando segurei os teus cabelos como que puxando para aumentares o ritmo, a cadencia foi lenta, profunda, acompanhada de gemidos de gozo a cada deslizar, nem as palmadas, nem os puxões de cabelo, nada te tirava daquilo que querias, daquilo que desejavas, os movimentos eram por assim dizer perfeitos, uma cadencia descontroladamente controlada, e quando por fim os nossos corpos não aguentaram mais, os gemidos de prazer ecoaram pela sala.

Primeira coisa que me dizes quando recuperas, amanhã faço queixa de ti por violência doméstica, consumada, de mim, apenas roubas uma gargalhada…

Agora é tempo de conheceres o resto das divisões da casa, ainda tenho muita parede para te assediar…

Honestamente hoje tenho de falar da minha fraqueza, este sol intenso que está hoje, quando procurei um pouco de sombra, encostei-me na malfadada parede onde o sol não chegava, e logo ali após aqueles segundos para recuperar o fôlego comecei a suar, que bela parede aquela, que belo canto, quase escondido, meio ideal para ideias perversas que quase num imediato me assaltaram a alma….

Imaginei-me mais logo, quando a lua já tiver tomado o lugar o sol, aquele canto tão escondido, que ninguém, nem luz por perto tem, e as vontades assolapadas, só me apetece é levar-te para la e consumar este desejo perverso de te possuir naquele gaveto, junto há aquela parede, tem um pequeno beiral de uma janela, talvez a janela de um armazém, mesmo bom para apoiares esse rabo tão delicioso que me deixa louco, quando agarro nele e as minhas vontades se descontrolam, mas ali mesmo, podes encostar o teu corpo, apoiar as tuas nádegas, enquanto certamente que nos devoramos quais animais irracionais com um quarto tão perto…

Possuir-te ali mesmo, possuir o teu corpo, penetrar-te profundamente enquanto seguro as tuas pernas que me deixam entrar de forma selvagem no teu profundo prazer, os nossos silêncios ofegantes, descontrolados pela vontade, enlouquecidos pelo desejo, perversamente enfurecidos pelo prazer do momento, sabe-se lá qual de nós deseja mais uma parede na sua vida, uma parede para o seu orgasmo…

Sei dos nossos beijos arrebatados enquanto caminhamos de mão dada, quais namorados num passeio sem destino, mas o passeio esta marcado, é para aquela parede que te vou levar, naquele recanto vou provocar a tua ira, vou remexer os nossos beijos, vou agitar as nossas caricias, vou excitar-te tanto, quanto tu me excitas a mim…

 Quero as nossas línguas amordaçadas uma na outra, quero as nossas mãos perdidas pelos nossos corpos, acariciando, provocando, excitando lentamente a nossa ânsia pelo prazer, por vezes rápido, por vezes intenso, muitas vezes lento, os beijos que foram nos lábios, se perderem pelo pescoço, dentadinhas indecentes que se perderam pelo pescoço e num ápice se afundaram nos montes onde os mamilos, outrora calmos, se excitam a cada toque de uma língua travessa, e quando ao fundo surge um ruído, a excitação de ser apanhado, sou literalmente empurrado, procurando o prazer, beijando o clitóris, sentindo o calor do sexo quente e húmido, sou preso, aprisionado entre as pernas pelo prazer de uma satisfação…

Já não existe mais excitação ou tesão que nos valha,  que parede aquela que nos deixa loucos, as mãos que discretamente nos masturbando selvaticamente, respirações já mais que descontroladas, apenas sobra o instinto animal, o fogo arde brando, as roupas que caem aos pés, os corpos que se colam, a penetração violenta, profunda, soltamos mais que um puro gemido de tesão, soltamos um grito de prazer uníssono, e mesmo assim não nos coibimos de parar a avalanche de prazer que desejamos, as tuas pernas nos meus braços, os meus lábios perdidos nos teus, os nossos movimentos que se devoram de forma brusca, violenta, e da mesma forma que tudo começou, tudo acaba, o espasmo do orgasmo abraça os nossos corpos, extenuados ficamos ali, meio em cima um do outro, com mais fome um do outro…

Sobram roupas a mais, e o desejo é por mais, chega de paredes em recantos públicos, vamos procurar outras paredes mais caseiras, onde o prazer, certamente, irá continuar….

Preciso de me sentir louco, preciso que o cheiro da tua pele me deixei inebriado, que me deixe completamente fora de mim, porque quero, porque desejo, por anseio repetir tudo, novamente, toda a noite, toda a manhã, toda a tarde, de todas as maneiras diferentes…

Não te quero provar dentro do elevador, quero subir cada degrau, segurando as tuas coxas, libertando o teu corpo de peças de roupa, tirar-te as cuecas no primeiro andar, fazer-te vir contra a parede no segundo andar, sacar-te o soutien no terceiro, e sabe-se lá se não acabamos encavalitados no sótão, nem quero saber…

Quero sim, os teus lábios contra os meus, com aqueles beijos cegos que quando roubados são tensos de intensos, sente-se o corpo palpitar de excitação, sente-se o falhar das pernas quando a caricia atrevida se intromete entre os lábios da vagina e acaricia o clitóris, suave, suavemente como uma pena que também morde, e todas aquelas sensações que fazem estremecer, mesmo quando a minha outra mão tapa os teus lábios para te impedir de gemer alto, enquanto os meus lábios se perdem pelo teu pescoço, onde o teu cheiro me deixa completamente excitado…

Só me apetece mesmo arrancar este teu vestido que quase nada tapa, as tuas cuecas no bolso das calças, o soutien no outro bolso, e o vestido, que ânsia tenho de to arrancar, de te possuir, pois sei bem que os meus dedos estão quentes e húmidos de ti, mesmo que os outros dedos estejam trincados dos teus dentes pelos teus gemidos, e sim, adoro ser um pouco perverso, adoro estar aqui na escada do prédio, correndo o risco de ser apanhado, no canto da escada contigo no canto, apertada pelo meu corpo, com os meus dedos dentro de ti, e que quentes e escorregadios eles estão, e a cada toque mais perverso, sinto a tua fraqueza cada vez mais tensa, mais explosiva, e o orgasmos que esta ali ao virar da esquina, que devia ser algo a dois, mas vou ser egoísta, vou fazer-te vir nos meus dedos, vou segurar os teus gemidos com a minha mão, e vou sentir o teu corpo colapsar de prazer, e tudo porque posso, porque quero…

Não te faças de fraca que eu sei que não és, aquele apertão contra a parede apenas despertou mais a fera que existe em ti, e sei bem, enquanto ficamos ali no vão de escada que apenas despertei a fera, que não esta satisfeita e quer mais, e as suas mãos atrevidas que agora me procuram, tentando travar a minha marcha escadas acima, procurando a minha cintura para se encaixar bem nas coxas, enquanto danças as ancas de uma forma excitante e perversa procurando deixar-me doido, duro e doido, aqueles roçares vigorosos, que me fazem despertar as ganas de me encaixar rapidamente para saciar este fogo que atiças…

Nem perto ficamos da porta, os beijos já passaram a inocência, são perversos, intimidantes, as mãos que já não procuram o que encontraram, se um pinga de tesão, o outro brande argumentos vigorosos no ar vazio, apertado por uma mão sensual em movimentos de delírio, e no andar superior, no mesmo canto, a ousadia sobe de nível quando a luz se apaga, a saia que se levanta, o encostar a parede e soltar o sexo preso das calças, e o rápido tapar da boca enquanto se penetra intensamente e rapidamente, aquela sensação de calor que invade, o gemidos que se querem soltar, mas ficam no silencio, a mão que tapa a boca, a mão cujos dedos massacram os mamilos com prazer e os lábios que se encostam no pescoço, meio que beijando, meio que silenciando estas ganas de gemer intensamente…

E tão depressa como tudo começa, tudo acaba, a luz que acende provoca o orgasmo, violento, voraz, animal, gente na escada do prédio, apenas um rápido arranjar das roupas, e passar suado e molhado pelos vizinhos dando as boas tardes…

Chegados a casa, é hora de despir as roupas…

E…

Anda cá minha malandra, andas aqui a provocar esta alma santificada, hoje vais ajoelhar e rezar, hoje é dia de castigo, hoje é dia, noite e não sei quando começa ou quando acaba, mas uma coisa eu sei, ou a polícia invade por excesso de gemidos, ou os bombeiros porque o fogo que vai arder por aqui, vai ser assustador…

Assim que entrares esta porta, é bom que te mentalizes que tudo vale, e eu sou o dono do jogada, dono do teu corpo, do teu prazer, dono da tua tesão, venham as mim as pedras de gelo, as cordas para te amarrar ali na cadeira, e tantas coisas que tenho em mente que fariam corar o mais inocente dos pecadores…

Quero ver-te entrar aquela porta, cansada de mais um dia de trabalho e nem te vou deixar poisar a mala, vou-te atacar com todas as minhas armas de destruição, vais sentir estes lábios insatisfeitos das tuas provocações, estas mãos quentes que anseiam o toque no teu corpo, no teu sexo, no teu peito, e a minha língua, ferve que é indecente de dizer o que te vou fazer com ela…

Ali mesmo no hall, a tua mala vai cair no chão, arrebatada por um beijo insaciável, um beijo lento, prolongado, húmido com língua atrevida atrás da tua, como uma dança de prazer que não começou ainda e esta muito longe de terminar, depois do beijo de deixar que o ar se escape de forma ofegante, seguro com vigor a tua mão, ali mesmo para o quarto, com apenas a luz de uma vela, de fundo a iluminar a escuridão, na entrada outro beijo, mais indecente, as minhas mãos vão libertar o teu corpo da tua armadura, quero como vieste ao mundo so para mim, quero apreciar as tuas curvas, quero usar e abusar das tuas curvas, e levo-te para a cadeira de braços, sentar-te nela, e segurar-te o pulsos, com aquela corda…

Não te vou segurar os pulsos, vou-te amarrar mesmo na cadeira, vou abusar de ti como tu abusas de mim, vou estar de joelhos bem na tua frente a beijar-te, a deixar-te sem respiração e ofegante, vou seguir todas as provocações, todas as coisas que te deixam com o corpo a estremecer de prazer, depois dos lábios, vou abrir o espelho, sim, estou a ser pervertido, tu nua na cadeira, de frente para o espelho, para te veres ter prazer amarrada sem poderes tocar em nada, só sentires o calor da minha pele sem a tocares, sentires o calor dos meus lábios na tua pele, no teu pescoço, as tuas orelhas a sentir a minha língua, os mamilos, que me vou perder neles chupando eles de forma enérgica e ao mesmo tempo vou usar aquelas pedras de gelo para te deixar incandescente…

E continuo o meu jogo pervertido, quando me jogo aos teus pés trincando e beijando as pernas, subindo lentamente, até ficar bem na frente do teu sexo, que cheira a prazer, e sabes que mais, sabe a prazer, sabe a prazer porque esta na minha língua o quanto molhada estas, o quanto excitada estas, e a cada investida da minha língua, a vontade de te libertares aumenta, mas não te vou soltar, vou perder-me com a língua no teu clitóris, devagar, mais rápido, mais lento, mais intenso, quero sentir-te prestes a explodir para poder parar tudo…

Quero levantar-me, ir para trás da cadeira, meter-me atrás de ti, tocar-te os mamilos com os dedos, apertar eles, e acariciar-te o clitóris com os dedos, bem na frente do espelho, quero que me vejas masturbar-te suavemente, e quem sabe intensamente, ou talvez pare para te acariciar com a pedra de gelo para te acalmares, ou quem sabe te agite o corpo ate gritares de prazer com um orgasmo tão violento que te faça desfalecer de prazer…

Anda cá minha malandra, vou esperar que chegues do trabalho para me vingar de ti…

Apetecia-me agora, sei eu bem o que era, era ir acordar-te como só eu sei despertar o teu corpo, tantas vezes acordei ao teu lado, tantas vezes apenas te olhei as curvas, mas muitas vezes mais brinquei com os teus mamilos durante o teu sono profundo e tantas vezes eles reagiram ao toque, tantas vezes as montanhas ficaram cravadas nos lençóis, e quando o atrevimento sobe, a mão desce, os dedos atrevem-se ao indecente, a procura delicada de se meterem entre as pernas, do encaixe manter o sono, e suavemente se encaixam acariciando o clitóris levemente, qual despertar mal disposto, qual rabugice, tudo prazer…

Como eu sei como respiras, se os mamilos duros pelo toque suave, a respiração lenta, profunda, o remexer de corpo suave, tesão ou excitação, apenas pequenos toques de prazer, com prazer, e o corpo adormecido que assim continua, e a mão que inicia a sua caminhada para a jornada quente e húmida altera a respiração, fica inquieta, profunda e rápida, ansiosa quando os dedos se intrometem entre os lábios acariciando levemente o clitóris, qual fogo que arde em lume brando e aumenta sem controlo…

Por fim o corpo acorda, esfomeado, sedento de prazer, os lábios procurando, e a ânsia do prazer é quase matadora, quando a tua mão segura o meu sexo já palpitante e duro, pronto se encaixar no teu corpo dando prazer, o teu prazer matinal, e quando me guias para dentro de ti, quando procuras o encaixe ávido, profundo, rápido, intenso, acolhes-me com ganas do prazer, da tesão descontrolada, tantas vezes que te sentaste em mim, de olhos fechados, tantas vezes que me guiaste para ti com aquele fogo explosivo, tantos orgasmos que tivemos os dois ainda meio a dormir, ou talvez meio acordados…

Era o que me apetecia agora, despertar a teu lado, dentro de ti, dando prazer, tocando suavemente, e por vezes rapidamente, tão rápido quanto o orgasmo pode sacudir o teu corpo, tão quente quanto o teu corpo pode ser, tão ofegante, quanto as nossas respirações o são, que se lixe o despertador, deixa-me acordar-te como eu sei que adoras despertar…

Amarra-me a ti, sinto exacerbado com esta necessidade, esta necessidade provocada por ti, todas as sensações que me provocas, todos os arrepios que tomam conta do meu corpo, todas as vezes que me tiras do sério, todas as vezes que assumes as rédeas do nosso prazer, por vezes sinto-me numa fantasia de aluno e professora, e não é uma critica que te faço, adoro quando assumes o controlo do teu prazer, do meu corpo, os nossos beijos, por vezes arrebatam-me, deixam-me como que derrotado por não ter o controlo do teu desejo, por vezes vestes as minhas calças e dominas-me…

Ainda ontem, quando chegaste a casa, e me procuraste, aquele beijo tremendo, assustadoramente excitante, fui talvez ingénuo em pensar que era apenas um beijo que desejavas de mim, mesmo quando começaste a despir as minhas roupas, quando os teus lábios se perderam na minha pele, as tuas dentadinhas deliciosas no meu pescoço, os sugestivos beijos nos mamilos que me despertaram, e calças deslizaste as calças pernas abaixo e seguraste o meu sexo já firme e o beijaste a olhar-me nos olhos, senti-me como que perdido…

Mas mesmo naquele momento ingénuo, senti-me um rei, e tu a minha rainha, aquele transe hipnótico de ver os teus lábios deslizar no meu sexo, tornando-o mais duro, mais palpitante, sei que irias exigir em breve a retribuição, a qual não se fez esperar muito, quando me cobraste o mesmo, ali mesmo, na casa de banho, quando deixaste cair as tuas cuecas pernas abaixo, e te apoiaste no lavatório guiando o meu corpo ao teu desejo, ali mesmo te dobraste expondo o teu sexo quente  e húmido ao toque dos meus lábios, e naquela inquieta perversão me ditaste o teu prazer pela ponta da minha língua…

Mas não chegava, havia mais naquela reza onde eu rezava no teu corpo, entre os teus lábios sexuais beijando e acariciando de uma forma quase animal o teu clitóris, conforme os teus comando, e quando não estavas satisfeita, encurralavas mais ainda a minha cara contra as tuas nádegas, explorando a minha língua dentro de ti, soltando laivos de prazer, tais gemidos eloquentes que mais me excitavam…

E quando mais não quiseste, lançaste o meu corpo ao lavatório, ficando entre ti e o lavatório, sem ter por onde fugir, e rapidamente procuraste encaixar o teu sexo no meu, apoiaste na parede e os teus movimentos intensos, profundos, acompanhados de gritos de prazer, acompanhados de adjetivos profanos e perversos, com o objetivo de me deixar louco, com aquela ânsia do prazer, e ainda mais me castigaste quando imploraste que te batesse com as minhas mãos inocentes nas tuas nádegas, como se precisasses de mais um clímax que eu poderia oferecer…

E naquele jubilo de entrega ao mundo dos prazeres, acompanhados de ofegantes gemidos, as penetrações vorazes, intensas, rápidas e profundas, não deram que existisse muita capacidade de resistir as necessidades do teu corpo, e acabamos os dois por gemer profundamente quando o orgasmo nos atingiu como uma bola de demolição, fiquei apenas a observar o teu corpo repleto de prazer, inundado do meu prazer, e que belo orgasmo…

Mais me assustaste quando recuperaste a voz e me disseste que era apenas o inicio, e que estavas cheia de fome de mim, e não falavas em algo que se comesse com faca e garfo…

MEDO…

Apetece-me não sei porque arrefecer as ideias, nem esta um dia assim quente, talvez eu esteja doente, esta febre que não tem maneira de abandonar o meu corpo, não faço ideia da razão para andar assim, esta febre, e é acompanhada de uma fome, será certamente um pecado estes desejos e vontades que tenho, poderia ser saudade, não tivesse saído de perto de mim há poucas horas…

Este verão deixa-me terrivelmente excitado, é tão difícil esconder a minha excitação que quase ando numa nova moda de andar com o casaco sempre na cintura, e nem sequer é tempo de andar de casaco, mas estes exercícios de musculação, estas palpitações, parece um treino de musculação para o campeonato do mundo de penetrações profundas…

Anda ter comigo, leva-me para o jacuzzi, vamos ver as bolhas dentro de agua, sem roupas, eu prometo que serei bem comportado, tão bem comportado que só farei uma leve massagem nesse teu corpo de pecado, esse corpo que me deixa tão excitado, essa alma que sabe tão bem inquietar o meu corpo e a minha alma com meras palavras tão excitantes…

Só quero tirar estas roupas do meu corpo, atirar ao jacuzzi com as suas maravilhosas bolhas, ver o teu corpo despido a deslizar para o meu lado, e sentir os teus lábios colados aos meus, como se de matar uma saudade muito prolongada, aquele fechar de olhos meio romântico enquanto os lábios se atraem, se colam, numa firmeza voraz de desejo, e as línguas, se enrolam numa dança tão perversa quanto excitante, provocando pequenos arrepios que me sobem as costas até há nuca…

Quero sentir a tua pele húmida, beijada pela agua daquele jacuzzi, quero sentir a tua pele na minha língua, nos meus lábios, descer o pescoço numa velocidade tão lenta e possivelmente tão rápida, segurar os teus peitos, apertar eles com carinho enquanto sorvo os teus mamilos nos meus lábios, e me perco neles, que curvas que me deixam extremamente excitado, só me desejo sentar-te no meu colo, e deixar o teu corpo encaixar-se no meu, aquele encaixe de prazer, aquele encaixe perfeito que só tu sabes o que é…

Segurar-te no meu colo, enquanto te encaixas em mim, trocando os beijos excitantes, beijos ainda mais molhados, ainda mais quentes, mãos que se abraçam num aperto forte, acompanhada de movimentos que criam ondas, movimentos suaves e intensos, que provocam gemidos fortes, prazeres que nos correm o corpo, que nos fazem querer por mais, sem parar, sem parar de mexer naquela dança erótica e tão deveras excitante…

Não existe tempo para muito mais, quando a água formada por bolhas, enlouquecida pelos corpos que vibram saltam furiosamente para fora do jacuzzi, e os gemidos de prazer, bastante audíveis, são acompanhados de arrepios explosivos até que o sublime prazer chega com o estrondoso orgasmo que sacode todas vontades, que provoca que os corpos se paralisem abraçados, saboreando aquele momento tão saboroso…

Anda, anda arrefecer-me as ideias, anda arrefecer-me o corpo…

Diz-me tu porque razão te haverei de amar quando eu te amo e ainda assim também te quero foder, não te quero dar por garantida, o amor é uma espécie de garantia perdida, e eu não quero, quero amar-te como se não existisse amanha, mas quero possuir-te como quando namorávamos, existe tempo para amar, existem tempo para tudo, porque razão irei eu amar-te até ao fim da minha vida se não posso saciar estas vontade que tenho de foder contigo…

Lembras quando namorávamos e não havia sitio para estarmos os dois, e rapidamente dávamos um jeito de nos possuirmos em qualquer lugar, ou era no carro, no banco do jardim, na maquina fotográfica do metropolitano, aquele pequeno banco, e tu sentada no meu colo, separados do mundo lá fora por aquela simples cortina que nunca impediu nada, quantas vezes não me sentei já excitado naquele pequeno banco, para tirar uma fotografia contigo e te sentaste no meu colo, e sabias bem ao que ias, não havia tempo para preliminares, era entrar e despachar, sentar a abrir o fecho das calças e tu já a desviares as cuecas para o lado, e dávamos o bom nome as rapidinhas, onde no encaixávamos um no outro, e parecíamos coelhos de mão na boca um do outro para não fazermos barulho, enquanto atingíamos o orgasmo de uma forma violenta e estúpida…

Quantas vezes não te amei naquele quarto, para onde te levava quando os meus pais não estavam, onde nada programado acabava por acontecer, os nossos beijos apaixonados, as nossas caricias atrevidas, puras e inocentes, deixavam crescer aquela tesão louca, a tesão que nos fazia soltar das roupas, e nos perdíamos nos beijos com carinho, mas bastante tesão, e as línguas que se partiam para uma descoberta de um mundo de prazer, os cheiros novos, os sabores novos, os preliminares onde não havia pressas, os beijos fogosos que despiam a alma ao mundo do prazer, as línguas que se perdiam arrebitando as mamilos à excitação, peitos acariciados de uma forma nova…

Não havia aquela pressa incendiaria de possuir, havia a vontade de desfrutar, tudo, devagar, com tempo, caricias que soltavam os teus gemidos, o cheiro do teu sexo que entrava pelo meu olfato enquanto a minha língua se perdia no teu clitóris, lambendo e chupando suavemente, onde os meus dedos brincavam com o teu corpo ansiando por um prazer de descoberta, os teus gemidos, que teimavam em ficar presos na tua voz, investida após investida da minha língua no teu clitóris quente e húmido, que tesão excitante era o teu sabor…

E quando sentavas no meu colo, ansiando por me sentires bem profundo dentro de ti, o encaixe era perfeito, olhos nos olhos, trocando beijos incendiados por uma fome inocente, e os teus movimentos suaves, que nos provocavam ternos arrepios na pele, mesmo quando segurava os teus peitos, para a minha língua se perder no teu prazer, nos nossos gemidos, nossos beijos infindáveis até que o orgasmo nos brindasse com a sua presença…

Que amor o nosso, tão vivido e com tantas descobertas e agora tudo se resume a algo simples, sabes que te amo, posso foder-te???