Assédio de Prazer

Estou de alma inquieta, sinto-me um drogado a precisar de uma dose de droga, estou ressacado, esta ressaca que me desperta para este mundo, onde tu não estás, ainda há breve minutos saíste de ao pé de mim, onde me deixaste tombado depois de me castigares o corpo com orgasmos atrás de orgasmo, numa luta sem igual…

Fecho os olhos para evitar esta ressaca…

Ontem vieste ter comigo, precisavas de falar algo, pessoalmente, combinei como habitual o café da praxe, mas na minha casa, não estava com vontade de ouvir pessoas a falar alto, crianças em birra, gosto de paz, vieste ao meu encontro, trazias uma camisa branca com as pontas amarradas num nó, dava para perceber bem o soutien de desporto que trazias por baixo, umas calças bastante justas que formavam as curvas do teu corpo, sinceramente, aquelas roupas que usas no trabalho, nunca deram azo a que imaginasse outra coisa de ti que uma mulher dedicada ao seu trabalho incapaz de partir um prato.

Recebi-te em casa, trazia uns calções e uma camisola velha toda esfarrapada, gosto de roupas largas e bastante coçadas, gosto de andar há vontade, e nem precisava de me arranjar, era apenas um café, e provavelmente algo relacionado com trabalho, não existia outras conversas entre nós a não ser trabalho.

Durante o café perguntei qual o assunto que te trazia, e quase de uma forma provocativa me acusaste de ter assediado com os olhos no dia que tinhas levado um vestido com decotes generosos, como se pode assediar alguém com o olhar, fizeste questão de me explicar como, olhando com desdém para o meu sexo ainda coberto pelos meus calções, ao que retribui olhando de cima para o peito tapado pelo soutien desportivo, e como quem não quer a coisa mandei para o ar, o facto do soutien não me permitir qualquer assédio, ao que retorquiste que o mesmo poderia sair, e nesse momento, tiraste o chão dos meus pés, na minha própria casa, senti-me apanhado por um enorme martelo, passados segundo de pensar no assunto retorqui para o mesmo desaparece, “bluff” pega sempre bem, mas o pedido para ir ao quarto de banho, deixou-me em pulgas, e quando saíste do mesmo, a camisa ainda vinha amarrada, mas o soutien desaparecera, e mais uma vez o chão voltou a desaparecer, e eu fiquei sem armas para assediar, nunca a tinha olhado numa forma de assedio, olhei sim, como qualquer homem que olha para uma mulher, não me babei sequer, talvez um pouco.

Depois de sentares no sofá, disseste novamente para te assediar, mas de uma forma mais convincente, eu retorqui uma barbaridade qualquer pois era tudo demasiado para mim, e não te fizeste rogada e tu assediaste-me quando a tua mão roçou o meu sexo, assumo, estava completamente doido, algo impossível de acontecer, estava a acontecer bem na minha frente, a mão que tocou nos meus calções, tocou de raspão no meu sexo duro, e nova acusação de assedio, estava excitado por estar ao lado dela, que já não podia responder por ela, os atos, os meus atos diziam tudo, pelo que decidi acabar com a palhaçada, segurei ela com firmeza nos braços e preguei-lhe um beijo daqueles de faltar o ar, e assim que ela se livra dos meus lábios, note-se, não resistiu ao beijo, acusa-me de assedio sexual, na forma tentada, e a minha resposta foi que não existia cá tentativas, iria haver sim, consumação imediata.

Vieste para o meu colo durante os beijos ardentes que se seguiram, as respirações lentamente ficaram ao rubro, o teu corpo a roçar-se no meu sexo cada vez mais duro, quando segurei as ancas com as mãos, deslizei no caminho do teu sexo, estava completamente encharcado, e quente como eu sei lá, fervias.

Dos beijos que tinha de tudo, as línguas inquietas, as pequenas dentadinhas atrevidas, e as roupas que começaram a tombar no chão a um ritmo vertiginoso, os afagos e as caricias, umas decentes, outras nem por isso, a divisão parecia um forno onde uma batalha se travava sem rendições, os beijos que eram beijos, as caricias com a língua nos mamilos já de si arrebitados, excitados com a tesão, e ao afagos entre as pernas, procurando acariciar o clitóris para provocar aqueles longos gemidos quentes e húmidos, tudo valia naquela batalha, até mesmo quanto enfiaste a mão dentro dos meus calções e seguraste o meu sexo pela base e puxaste propositadamente para me parares.

Já não existia qualquer controlo, nada estava controlado, antes pelo contrario, as calças rapidamente esvoaçaram, e voltaste a sentar em mim, confiante do teu desejo procurei o nosso encaixe, sentir o teu calor no meu corpo, sentir a excitação louca, e tu sempre a fugir, fazias aquela dança do teu sexo a roçar no meu, a deixar-me completamente do mais doido que pode haver, e ainda assim tiveste o descaramento de me agarrar no sexo e roçares-me no teu clitóris, qual eu fosse um vibrador, mas a minha excitação já estava completamente descontrolada e deixei-te comandar.

Por fim, os nossos corpos atracaram-se, o encaixe foi profundo, violento, explosivo, e o teu comando foi lento, nem mesmo quando segurei os teus cabelos como que puxando para aumentares o ritmo, a cadencia foi lenta, profunda, acompanhada de gemidos de gozo a cada deslizar, nem as palmadas, nem os puxões de cabelo, nada te tirava daquilo que querias, daquilo que desejavas, os movimentos eram por assim dizer perfeitos, uma cadencia descontroladamente controlada, e quando por fim os nossos corpos não aguentaram mais, os gemidos de prazer ecoaram pela sala.

Primeira coisa que me dizes quando recuperas, amanhã faço queixa de ti por violência doméstica, consumada, de mim, apenas roubas uma gargalhada…

Agora é tempo de conheceres o resto das divisões da casa, ainda tenho muita parede para te assediar…