Fazes-me falta

Quem, não sei bem

Porque preciso de gente

Gente que me faz bem

Que me alimente

Gente que entre

Mas que também sai

Que reentre

E que não mais ressai

Que deixe marca do bem

Mas que mostre o mal

Porque só assim exibem

O que possa ser abnormal

É disto que nos alimentamos

Da incerteza duma certeza

E desta forma pautamos

Uma espécie de tristeza

Tristeza porque lutamos

Contra a dúvida

Daquilo que ambicionamos

Uma dúvida precavida

Algo que passa a ávida

Mas que conforta

Sensação que é devida

E por instantes absorta

Quem és, não sei bem

Sei que enalta

Pois meu-bem

Fazes-me… falta

© Snows, 2024